Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa
Protestos liderados por jovens se espalharam por cidades europeias nas últimas semanas, de Milão a Marselha, passando por Madri, Lisboa e Bruxelas. Só na França, mais de 300 mil pessoas foram às ruas em um único sábado e pelo menos 290 manifestantes foram presos, segundo o Ministério do Interior. Na Alemanha, atos terminaram em confrontos e saques em Frankfurt, Berlim, Colônia e Hamburgo, com uso de canhões de água pela polícia.
Segundo a editora de Europa da BBC, Katya Adler, a maioria dos manifestantes é jovem, e chama atenção o número de menores de idade entre os detidos — mais da metade dos presos em confrontos em Barcelona tinha menos de 18 anos. As reivindicações combinam insatisfação com a educação, desigualdades sociais e o aumento do custo de vida, com demandas específicas de cada país. Em Madri e Lisboa, o foco é o preço dos imóveis; na Grécia, as condições dos prédios escolares.
As manifestações são frequentemente organizadas de forma improvisada por redes sociais como TikTok e Instagram — o que o ministro do Interior da Bélgica chamou de "tiktokização" dos protestos. A onda francesa, iniciada no fim de setembro, virou inspiração para estudantes de outros países, e a insatisfação também alcança jovens de direita, que dizem se preocupar com imigração e segurança.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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