Colonos israelenses realizam novo ataque em Qusra, na Cisjordânia, dizem testemunhas
Dezenas de colonos israelenses mascarados atacaram residências nos arredores do vilarejo de Qusra, na Cisjordânia ocupada, neste sábado. Segundo testemunhas ouvidas pela Reuters, foi o primeiro grande ataque do tipo desde que um cerco realizado por colonos na região, no início deste mês, gerou indignação internacional.
Os colonos cercaram uma casa palestina e atiraram pedras enquanto sete palestinos estavam encurralados no local. Saddam Oday, um dos que ficaram presos no imóvel, afirmou que militares israelenses lançaram gás lacrimogêneo dentro da casa e detiveram os moradores, mas o liberaram. Ele disse ainda que os militares não detiveram nenhum dos colonos e permitiram que eles deixassem o local.
O proprietário da casa, Luay Bayruti, relatou que, quando os militares chegaram, algemaram, vendaram e espancaram as pessoas que estavam lá dentro, antes de liberá-las mais tarde. Bayruti mostrou a um repórter da Reuters o braço enfaixado, ferido por uma pedra durante o ataque. Ele contou que, depois de ligar para as forças israelenses pedindo ajuda, ele e outras seis pessoas ficaram encurralados por mais de uma hora enquanto os colonos arremessavam pedras.
As forças militares israelenses afirmaram, em comunicado, que tropas e policiais de fronteira chegaram ao local para remover “manifestantes violentos” e proteger os moradores da casa. Os militares não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a suposta utilização de gás lacrimogêneo contra o imóvel e a detenção e agressão dos moradores.
Oday, que é paramédico, disse que quatro das pessoas encurraladas sofreram ferimentos causados pelo gás lacrimogêneo e duas foram feridas pelas pedras arremessadas pelos colonos.
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