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CNBB parabeniza Lula e Alckmin, cobra pacificação do país e reforça defesa da vida

Atualizado em 27/10/2026 às 14:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição. Em mensagem oficial divulgada nesta segunda-feira (26), a entidade afirmou que a polarização “não pode determinar o horizonte do próximo período de governo” e cobrou “gestos concretos de pacificação, de respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas”.

Segundo a CNBB, pacificar não significa silenciar as divergências, mas criar condições para que elas sejam enfrentadas com “respeito, justiça, verdade e disposição para o encontro”. A entidade ressaltou a necessidade de “cuidar da unidade do país e reconstruir os caminhos do diálogo, da confiança e da convivência fraterna entre os brasileiros” e se colocou à disposição para “manter um diálogo institucional construtivo” em defesa da vida e da dignidade humana, da justiça, da fraternidade, da solidariedade e da paz.

Ainda no comunicado, os bispos defenderam o fortalecimento das instituições, o respeito à Constituição Federal, a promoção da paz social e o combate à corrupção e a toda forma de violência. A CNBB enfatizou que o desenvolvimento nacional não pode ser medido apenas por indicadores econômicos, mas pela capacidade de “assegurar condições dignas de existência àqueles que permanecem à margem das oportunidades e dos direitos fundamentais”.

Mais cedo, a entidade havia divulgado outra carta voltada a todos os eleitos no pleito deste ano, na qual reforçou sua posição contra o aborto e citou a necessidade de uma “defesa incondicional da vida e da dignidade humana, desde a concepção até seu fim natural”. O documento lista desafios como a superação da pobreza e da fome, a redução das desigualdades, a promoção do trabalho digno, o acesso à saúde, à educação e à moradia, a proteção das famílias, a segurança pública e o cuidado com a Casa Comum.

De acordo com a mensagem, essas responsabilidades exigem “políticas públicas consistentes, diálogo entre os poderes e compromisso com a correta utilização dos recursos destinados à população”. A CNBB afirmou que a vitória nas urnas representa a assunção de uma responsabilidade diante de toda a população, incluindo os eleitores que fizeram escolhas divergentes, e que a autoridade pública deve ser exercida em função do bem comum. A entidade também pontuou que sua disposição de debater esses temas com os eleitos “não se confunde com adesão partidária”, mas expressa o compromisso com o Evangelho e com os pobres. O documento é assinado por Dom Jaime Cardeal Spengler, presidente da CNBB, Dom João Justino de Medeiros Silva, 1º vice-presidente, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, 2º vice-presidente, e Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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