CEO discorda de Musk: “IA não vai eliminar o dinheiro — somos animais de status”
O bilionário Michael Saylor, fundador da Strategy, discorda da visão de Elon Musk de que a inteligência artificial tornará o dinheiro irrelevante. Em entrevista ao podcast “Diary of a CEO”, Saylor afirmou que, mesmo com a abundância de bens básicos proporcionada pela tecnologia, as pessoas continuarão buscando itens escassos que confiram status.
“Se eu der saúde universal para você, as pessoas vão querer saúde particular. Se eu der uma casa para todo mundo, alguém vai querer uma casa duas vezes maior”, disse Saylor, que tem patrimônio líquido de US$ 3,3 bilhões. “Todos sempre terão um motivo para querer mais porque somos animais orientados a status.”
O executivo citou exemplos históricos para embasar o argumento. Avanços como água potável e medicina moderna, que antes eram privilégios de reis, hoje são comuns no mundo desenvolvido. Mas, para ele, a abundância eleva o padrão do que é considerado luxo. “Todo mundo ganha um carro, mas quantas pessoas ganham uma Porsche? O que acontece com a humanidade é que sempre inventamos o carro de luxo — criamos o ativo troféu”, afirmou.
Outros líderes do setor de tecnologia também preveem uma era de abundância impulsionada pela IA, embora com ressalvas. Dennis Hassabis, chairman do Google DeepMind, falou em uma “nova era dourada de descobertas” com avanços em medicina e energia. Já o investidor Vinod Khosla alertou que os benefícios econômicos dependerão da resposta dos governos ao deslocamento de empregos, defendendo a renda básica universal como um possível equalizador.
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