BBAS3, ITUB4, PETR4 e VALE3: o que esperar após semana de perdas históricas?
A forte correção da Bolsa após o segundo turno redesenhou os gráficos das ações mais negociadas do mercado. Depois de uma semana em que o Ibovespa caiu 18,12%, novos suportes e resistências passaram a determinar as chances de reação — ou de continuidade das perdas — de Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). Os desempenhos, porém, foram bastante distintos: BBAS3 recuou 33,37%, ITUB4 caiu 19,69% e PETR4 perdeu 9,73%, enquanto VALE3 teve leve valorização de 0,24%, embora siga em tendência de baixa no gráfico diário.
No Banco do Brasil, o papel encerrou a última sessão praticamente estável, aos R$ 16,47, após a queda semanal que interrompeu a recuperação anterior e levou a ação para perto das mínimas do ano. No gráfico diário, BBAS3 perdeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com volume elevado. O IFR (14), em 24,83, indica sobrevenda e pode favorecer um repique técnico, mas ainda não há sinal consistente de reversão. O primeiro suporte está em R$ 16,13; a perda dessa faixa abre espaço para R$ 14,90, R$ 13,60, R$ 12,97 e, em extensão maior, R$ 12,00. Para reagir, o papel precisa retomar R$ 17,00 e superar R$ 19,30.
O Itaú Unibanco fechou em queda de 2,15%, aos R$ 38,69, acumulando desvalorização de 19,69% na semana. A correção reverteu a trajetória de alta que havia levado o papel à máxima histórica de R$ 50,85. No gráfico diário, ITUB4 perdeu as médias de 9, 21 e 200 períodos e passou a apresentar estrutura predominantemente baixista. O IFR (14), em 28,06, aponta sobrevenda, mas ainda não há reação compradora consistente. O suporte principal está em R$ 37,32, mínima anterior do ano; abaixo disso, os níveis são R$ 35,60, R$ 34,50 e R$ 33,36. Para reagir, precisa recuperar R$ 39,38 e R$ 41,19.
A Petrobras encerrou em alta de 0,91%, aos R$ 52,71, após queda de 9,73% na semana. Apesar da correção, PETR4 ainda sobe 48,48% em 2026 e preserva estrutura mais ampla de alta, após renovar a máxima histórica em R$ 59,79 antes do segundo turno. O papel negocia abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mas segue acima da média de 200 períodos, próxima de R$ 42,84. O IFR (14), em 46,79, permanece neutro. O primeiro suporte está em R$ 51,17; para retomar força, precisa superar R$ 54,28 e avançar sobre R$ 56,91.
A Vale fechou em alta de 3,28%, aos R$ 62,02, garantindo a leve valorização semanal, mas segue em tendência de baixa, com topos e fundos descendentes desde a máxima histórica de R$ 89,41. O papel permanece abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, todas inclinadas para baixo. O último pregão, porém, formou um engolfo de alta, sinal que pode favorecer uma tentativa de recuperação no curto prazo. O IFR (14), em 35,12, está próximo da sobrevenda. O suporte principal está em R$ 59,44; para reagir, VALE3 precisa superar a média de 9 períodos, próxima de R$ 62,82, e depois a de 21 períodos, em R$ 65,95.
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