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Aos 14, ela colhia milho por US$ 1 a hora; hoje, comanda a IA do Google DeepMind

Atualizado em 17/08/2026 às 08:20 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Aos 14, ela colhia milho por US$ 1 a hora; hoje, comanda a IA do Google DeepMind

Lila Ibrahim, do Google DeepMind, não tinha formação formal em IA ou pesquisa quando se tornou a primeira diretora de operações (COO) da empresa em 2018. Antes disso, porém, sua trajetória incluiu um trabalho de verão exaustivo nos campos de milho do estado americano de Indiana, aos 14 anos, pelo qual recebia "uns US$ 1 e pouco" por hora. "Tive origens muito humildes", disse Ibrahim à Fortune, acrescentando que os pais eram imigrantes e equilibravam as carreiras em um novo país com a criação de três filhos, incluindo um com paralisia cerebral.

Filha de pai libanês e mãe palestina, Ibrahim cresceu como árabe-americana de primeira geração e, mais tarde, foi uma das únicas mulheres em suas turmas de engenharia elétrica. "Aprendi que a oportunidade está em toda parte, e você não é definida por nada além da sua própria curiosidade", afirmou. Essa disposição para enxergar caminhos pouco óbvios marcou sua carreira: após duas décadas de ascensão na Intel, com passagens por Santa Clara, Tóquio, Hong Kong e Xangai, ela deixou a empresa em 2010, quando era chefe de gabinete responsável por 85 mil pessoas e acabara de ter gêmeos.

Em 2017, Ibrahim passou mais de 50 horas em entrevistas para se tornar a primeira COO do Google DeepMind. No início deste ano, foi promovida a outro cargo inédito na empresa: diretora de prontidão para IA (chief AI readiness officer). Ela segue como uma das executivas mais seniores do laboratório em meio a uma das maiores reestruturações da história da companhia, que incluiu a saída do cofundador e CEO Demis Hassabis para uma função mais consultiva, em um contexto de modelos atrasados, saídas de alto perfil e relatos de baixo moral.

Para Ibrahim, ser "a primeira" não era novidade. "Tive que me sentir muito confortável muito cedo na vida com o fato de que eu era uma forasteira", explicou. A ética de trabalho que aprendeu nos campos de milho a levou a um laboratório da Universidade Purdue, onde trabalhou com DNA de moscas-das-frutas ainda no ensino médio, e depois a uma carreira que incluiu capital de risco e edtech antes de assumir o posto no DeepMind, em Londres, para onde mudou a família em 2018.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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