Análise: Neymar dita ritmo novamente e Santos reage na hora certa contra o Macará
O Santos precisava de uma resposta depois da derrota para o Athletico-PR e conseguiu encontrá-la diante do Macará. A vitória por 2 a 1, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, não veio sem sustos, mas deixou sinais importantes para o técnico Cuca. O principal deles foi a atuação da dupla Neymar e Gabigol.
O Peixe voltou a apresentar um problema recorrente ao sofrer um gol logo no início, mas desta vez não se perdeu depois de ficar em desvantagem. O Macará abriu o placar aos quatro minutos, com Franco Posse, após jogada de Mateo Viera. Willian Arão, utilizado como zagueiro ao lado de Luan Peres, teve dificuldades no lance. A diferença em relação a outros momentos da temporada esteve na reação: o gol não desorganizou o Santos, que manteve a posse e passou a jogar quase sempre no campo adversário.
Foi aí que Neymar passou a fazer diferença. Com liberdade para circular, o camisa 10 começou a encontrar Gabigol nas costas da defesa equatoriana. A conexão apareceu duas vezes antes do intervalo. Na primeira, Rodríguez evitou o empate. Pouco depois, Neymar encontrou novamente Gabigol, que marcou seu 100º gol pelo Santos e deixou tudo igual. Na segunda etapa, Gabigol balançou as redes outras duas vezes, ambas com participação de Neymar, mas os dois gols foram anulados por impedimento.
Cuca ainda precisou reorganizar a equipe duas vezes antes do intervalo. Gabriel Menino e Gabriel Bontempo deixaram o campo com problemas físicos. Davizinho entrou na lateral direita e ofereceu profundidade. Rollheiser substituiu Bontempo e teve participação evidente, dando velocidade à circulação pelo lado direito.
O segundo tempo consolidou a superioridade santista. Além dos dois gols anulados, João Schmidt exigiu grande defesa de Rodríguez. O Macará recuou e praticamente abandonou a possibilidade de controlar a posse. A virada veio aos 30 minutos, em cobrança de escanteio de Neymar, com Willian Arão aparecendo para marcar. Depois de participar negativamente do primeiro gol, o defensor improvisado se recuperou e decidiu a partida. O 2 a 1 foi justo pelo que o Santos produziu, embora a vantagem pudesse ser maior. Os alertas permanecem: o gol sofrido cedo voltou a expor a defesa, e as lesões de Gabriel Menino e Bontempo aumentam as preocupações para uma sequência pesada.
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