Ameaça de míssil portátil fez Serviço Secreto esconder Trump em jato na Turquia
Uma ameaça de que o Air Force One pudesse ser alvo de um míssil portátil lançado do ombro levou o Serviço Secreto a transferir secretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, para um jato governamental sem identificação durante uma visita à Turquia no mês passado, afirmou nesta quarta-feira (12) uma pessoa a par do assunto.
A ameaça surgiu no último dia da visita de Trump a Ancara para a cúpula da Otan, em meio a tensões crescentes com o Irã, disse a fonte. O Serviço Secreto considerou a ameaça crível e iminente, o que levou a uma operação extraordinária para ocultar os movimentos do presidente dos Estados Unidos. A fonte se recusou a revelar a origem da informação, mas afirmou que as autoridades tiveram pouco tempo para se preparar e elaboraram os planos no último minuto.
Trump e um pequeno grupo de assessores utilizaram um caminhão de abastecimento de refeições para, discretamente, transferi-los da grande aeronave presidencial azul e branca para um jato C-32A menor e discreto para o voo de saída da Turquia em 8 de julho, enquanto o Air Force One partiu separadamente transportando altos funcionários do governo, equipe da Casa Branca e a imprensa que acompanhava a viagem, segundo a fonte. Trump disse aos repórteres na terça-feira que fez a troca sob orientação do Serviço Secreto, responsável pela segurança presidencial. Ele voou de Ancara para uma escala de reabastecimento no Reino Unido sem incidentes.
A Casa Branca não divulgou a mudança, que permaneceu em segredo até que o Washington Post noticiou o fato pela primeira vez na segunda-feira. "Na verdade, acho que o avião em que voei corria maior risco", disse Trump aos repórteres, sem apresentar provas. "Acho que corria maior risco porque esse seria o avião que, na minha opinião, eles teriam mais chances de atacar."
A bordo do jato Air Force One, agora considerado uma isca, estavam o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio — que, segundo a fonte, foi informado sobre a manobra —; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung; e vários outros assessores, além da equipe de imprensa habitual de 13 pessoas. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Dan Scavino, a assistente executiva Natalie Harp e o diretor de operações do Salão Oval, Walt Nauta, seguiram com Trump, disse a fonte. A fonte disse que foi determinado que era do interesse de Trump manter o ardil em segredo, à medida que as hostilidades se intensificavam com o Irã, que faz fronteira com a Turquia. Autoridades turcas não se pronunciaram imediatamente sobre a ameaça.
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