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Amcham defende que adoção de reciprocidade contra os EUA seja evitada

Atualizado em 20/08/2026 às 14:50 schedule 2 min de leitura visibility 13 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) manifestou posição contrária à adoção de medidas de retaliação pelo Brasil em resposta às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A entidade defende que a saída para o impasse seja encontrada por meio do diálogo diplomático entre os dois governos.

O posicionamento ocorre após o governo federal anunciar, na quinta-feira (13), a abertura formal de processo para avaliar se a imposição das tarifas contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica. A abertura do processo, no entanto, não significa a aplicação imediata de contratarifas ou outras medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. Neste momento, o governo inicia uma análise formal para verificar se as medidas dos EUA justificam a adoção de respostas previstas na legislação brasileira.

Em nota, a Amcham afirma que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada diante do risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos. A entidade defende a intensificação dos diálogos de alto nível e das negociações para reduzir a sobretaxação e evitar novas restrições.

De acordo com a organização, uma pesquisa indicou que 90,5% das empresas defendem o diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% querem a adoção de medidas de reciprocidade. A Amcham considera fundamental que a estratégia seja conduzida com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa dos impactos, além da participação do setor empresarial.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que ouvirá empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade do Brasil em resposta ao tarifaço. A Amcham é formada por empresas dos dois países que têm interesse em relações comerciais conjuntas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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