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A panela de pressão do Supremo

Atualizado em 15/09/2026 às 17:35 schedule 2 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Supremo Tribunal Federal deixou de ser percebido por parte da sociedade como árbitro para ser visto como jogador. A avaliação é do jornalista Luciano Trigo, em artigo publicado na Gazeta do Povo, no qual recorre à metáfora da "panela de pressão" para descrever o acúmulo de tensões institucionais no país.

Segundo o texto, a teoria associada ao general Golbery do Couto e Silva ganhou força no fim da ditadura militar, quando o regime percebeu que a repressão já não continha as tensões acumuladas. A abertura política funcionaria como válvula para liberar o vapor antes da explosão. O artigo sustenta que sistemas políticos suportam grandes doses de tensão enquanto dispõem de meios para absorvê-la — e que o problema surge quando esses meios falham ou quando os responsáveis por administrar os conflitos passam a ser vistos como parte deles.

O texto afirma que, a partir de 2019, com o inquérito das fake news, o STF passou a ser espaço de criação, investigação e administração de conflitos, e não apenas o lugar onde eles encontram solução. Menciona ainda que as revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes ganham dimensão que ultrapassa os fatos específicos, porque a percepção de neutralidade faz parte da autoridade de qualquer corte constitucional.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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