A causa do acidente em que homem quase foi sugado para fora de avião pela janela, segundo relatório preliminar
Relatório aponta que pá de turbina quebrada causou incidente em voo da Ryanair
Um relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) apontou que a quebra de uma pá da turbina causou o incidente em que um passageiro quase foi sugado para fora de um avião pela janela. O caso ocorreu em um voo da Ryanair que viajava da Grécia para a Alemanha no mês passado.
Segundo o documento, o problema aconteceu logo após a decolagem do voo de Tessalônica para Memmingen, em 10 de julho. O NTSB informou que a aeronave sofreu uma falha na pá da turbina do motor direito durante a subida. A tripulação optou por retornar ao aeroporto de origem, onde realizou um pouso sem incidentes.
O relatório detalha que a tripulação recebeu um alerta de alta vibração no motor durante a subida e, em resposta, reduziu a potência e realizou verificações. Quando as vibrações cessaram, a subida foi retomada em piloto automático. Pouco depois, as vibrações aumentaram e a tripulação ouviu um estrondo alto, o que levou à declaração de emergência e ao início da descida. Comissários de bordo relataram ter visto uma pequena quantidade de fumaça antes do acionamento das máscaras de oxigênio e notaram passageiros pedindo ajuda depois que um deles ficou parcialmente preso em uma janela danificada da cabine.
O passageiro, o sérvio Ljubisa Karović, de 61 anos, teve a cabeça e o ombro direito sugados para fora da janela, ficando gravemente ferido e em estado de choque. Sua esposa, Svetlana Grković Maksimović, contou que ela e outros dois passageiros se agarraram às pernas dele por vários minutos até conseguir puxá-lo de volta para dentro da aeronave. Ela afirmou que o marido perdeu a consciência três vezes e sofreu ferimentos graves na mão e queimaduras.
O relatório também informou que o motor passou por inspeções ultrassônicas em maio deste ano, sem que nenhuma falha fosse constatada. A aeronave, um Boeing 737-800, era operada pela Malta Air, subsidiária da Ryanair, e acredita-se que já era usada há 18 anos. Como o incidente ocorreu no espaço aéreo da Macedônia do Norte, a investigação conta com a participação da Boeing, da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e da Agência de Segurança Aérea da União Europeia.
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