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“2030 já começou”: Tarcísio, Nikolas e Renan já jogam a próxima eleição, diz analista

Atualizado em 18/08/2026 às 19:50 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A campanha presidencial de 2026 começa oficialmente neste domingo (16), mas parte da classe política já faz contas para a eleição seguinte. Tarcísio de Freitas (Republicanos), Nikolas Ferreira (PL) e Renan Santos (Missão) estão entre os nomes que podem sair da atual disputa posicionados para a corrida ao Palácio do Planalto daqui a quatro anos.

A avaliação é do cientista político e professor do Insper Carlos Melo. No Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, ele afirmou que os movimentos de algumas das principais lideranças da direita precisam ser interpretados não apenas pelo efeito que terão sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) neste ano, mas também pelo espaço que poderá se abrir em 2030. “2030 já começou. Então, a racionalidade desses atores passa por 2026, mas ela está em 2030”, afirmou Melo.

A lógica é particularmente relevante dentro da direita. Uma vitória de Flávio neste ano poderia mantê-lo no Palácio do Planalto até 2034, caso buscasse e conquistasse a reeleição. Uma derrota, por outro lado, abriria imediatamente a discussão sobre quem comandará o campo conservador na próxima disputa presidencial. Para Melo, Tarcísio é um dos nomes mais evidentes nessa fila. O governador de São Paulo optou pela reeleição estadual em 2026, depois de passar meses sendo tratado por setores da direita e do mercado como uma possível alternativa presidencial. “Eu não consigo ver, por exemplo, o governador Tarcísio em 2030 não sendo candidato à Presidência da República”, disse.

Outro personagem que começa a aparecer nesse cálculo é Nikolas Ferreira. A analista política da XP Bárbara Baião chamou atenção para o comportamento do deputado nas articulações eleitorais em Minas Gerais. Embora seja uma das figuras de maior projeção do PL no estado, ele não assumiu o protagonismo que poderia ser esperado na organização do palanque de Flávio. Melo também vê movimentos de independência do deputado em relação à família Bolsonaro e coloca Nikolas entre os políticos que podem disputar espaço na reorganização da direita. Na leitura do cientista político, a ascensão de Renan Santos acrescenta outro elemento a essa reorganização, ocupando um espaço diferente daquele controlado pelo bolsonarismo.

Para Melo, 2026 pode marcar uma transição mais ampla. De um lado, Lula afirma disputar seu último mandato. Do outro, Jair Bolsonaro continua exercendo influência sobre a direita e foi decisivo para a candidatura do filho, mas novos nomes começam a buscar espaço próprio dentro desse eleitorado. O resultado de outubro, portanto, não definirá apenas quem ocupará o Planalto a partir de 2027. Também determinará quanto espaço haverá para Tarcísio, Nikolas, Renan e outras lideranças disputarem a próxima reorganização da direita — e até que ponto o sobrenome Bolsonaro continuará sendo indispensável para comandar esse campo político.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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