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11 de setembro de 2001: os 25 anos do maior ataque terrorista da história

Atualizado em 11/09/2026 às 09:20 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Há 25 anos, em 11 de setembro de 2001, o mundo acompanhava pela televisão o maior ataque terrorista da história. Moradores de Nova York e Washington assistiram ao vivo à ação de aviões sequestrados por jihadistas, lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center e contra o prédio do Pentágono. Um quarto avião, que se supõe estivesse indo em direção à Casa Branca ou ao Capitólio, caiu na Pensilvânia após uma tentativa desesperada de passageiros de reassumir o controle da aeronave.

O evento matou quase 3 mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores, e foi o mais mortal em território dos Estados Unidos desde os ataques a Pearl Harbor, em 1941. Uma pesquisa nacional recente do Pew Research Center revelou que 95% dos americanos ainda se lembram exatamente onde estavam ou o que faziam quando ouviram a notícia dos ataques. Pouco mais da metade (51%) afirmou que os atentados mudaram de forma significativa a vida no país.

As preocupações públicas com um novo ataque terrorista se estabilizaram em um patamar relevante desde então. Em outubro de 2001, 28% dos pesquisados diziam estar muito preocupados com outro ataque; a proporção caiu para 16% no verão de 2002 e está em 23% na pesquisa atual, realizada em grande parte logo após as revelações de 10 de agosto sobre um plano frustrado contra aviões transatlânticos.

No plano geopolítico, a luta contra o terrorismo foi a principal herança da tragédia. Segundo a plataforma de mídia independente openDemocracy, criou-se uma “arquitetura global de contraterrorismo”, estabelecida não apenas pelos Estados Unidos e aliados diretos, mas também no nível da ONU, baseada em quatro pilares: enfrentar as condições que favorecem a disseminação do terrorismo; prevenir e combater o terrorismo; fortalecer as capacidades dos Estados e da própria ONU para esse fim; e garantir o respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito nesse contexto.

Com ampla aprovação do Congresso, a administração de George W. Bush, presidente americano na época, usou os ataques como justificativa para aplicar força militar contra o Afeganistão, que abrigava a cúpula da al-Qaeda. Dois anos depois, os EUA invadiram também o Iraque, embora o país não estivesse diretamente ligado aos ataques. A retirada definitiva do Afeganistão ocorreu em 2021, quando a guerra já havia custado dezenas de milhares de mortes e mais de US$ 2 trilhões em gastos militares. Especialistas alegam que as intervenções americanas criaram ambiente propício para que potências como Rússia, China e Israel legitimassem ações contra inimigos internos e externos. Mesmo os inimigos diretos não foram propriamente derrotados: o Talibã assumiu o controle do Afeganistão após duas décadas de guerra e, na Síria, Ahmed al-Sharaa, ex-membro da al-Qaeda, é agora o presidente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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