Ex-Navy SEAL trabalhava 100h por semana até se demitir e criar startup de US$ 9 bi
Ex-integrante dos Navy SEALs, investidor de private equity e agora cofundador e CEO da Saronic, startup de tecnologia de defesa avaliada em US$ 9,25 bilhões, Dino Mavrookas, de 46 anos, construiu uma trajetória profissional diversa ao longo de sua carreira. Sua mudança mais recente ocorreu há apenas quatro anos, quando deixou o cargo de associado sênior da Vista Equity Partners, gestora de private equity sediada em Austin, no Texas.
Após cerca de cinco anos no setor financeiro, Mavrookas começou a questionar se queria seguir naquele caminho pelas próximas décadas. "Depois de cinco anos, comecei a olhar ao redor e me perguntar: é isso que quero fazer pelos próximos 20 ou 30 anos da minha vida? Aprendi muito sobre investimentos e sobre gestão de empresas, mas era isso que eu queria para minha carreira? E a resposta foi não", afirmou em entrevista ao podcast Sourcery. Segundo ele, a decisão de pedir demissão foi comunicada à esposa em uma única noite.
Mavrookas sabia que queria criar uma empresa de tecnologia de defesa, mas ainda não tinha clareza sobre qual seria o negócio. "Eu só sabia que precisava direcionar minha energia para isso. Não teria chegado à ideia da Saronic, ou qualquer que fosse a ideia naquele momento, se estivesse trabalhando de 80 a 100 horas por semana em uma firma financeira", disse.
Fundada em 2022, a Saronic é especializada no desenvolvimento de embarcações marítimas autônomas e se tornou uma das startups que mais crescem no setor de defesa, ultrapassando 1.000 funcionários. A empresa tem mais de 200 vagas abertas e anunciou neste ano a construção do "Port Alpha", um estaleiro de nova geração em Brownsville, no Texas, que, segundo a companhia, poderá gerar 10 mil empregos e bilhões de dólares em investimentos.
Antes de atuar em finanças, Mavrookas formou-se em engenharia da computação pela Universidade Rutgers em 2003 e serviu por 11 anos na Marinha dos Estados Unidos como integrante dos Navy SEALs, participando de oito missões e passando cinco anos na equipe SEAL Team Six. Segundo ele, a experiência em ambientes de alta pressão moldou sua forma de tomar decisões como CEO. "Uma boa decisão nem sempre leva a um bom resultado, e uma má decisão nem sempre leva a um resultado ruim. É preciso focar no processo de tomada de decisão. Tome a melhor decisão possível com as informações que você tem e execute com excelência", afirmou à McKinsey neste ano.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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