Auxílio Reconstrução 2026? Entenda golpe que usa benefício pago após enchentes no RS
Golpistas têm usado o nome do Auxílio Reconstrução, benefício pago em 2024 a famílias atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, para aplicar fraudes nas últimas semanas. A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou a campanha criminosa, que promete um falso pagamento de R$ 1.050 sob o título "Auxílio Reconstrução 2026". O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) emitiu alerta oficial sobre o golpe.
O Auxílio Reconstrução existiu de fato, mas apenas em 2024, quando o governo federal pagou parcela única de R$ 5.100 às famílias afetadas pelas enchentes no estado. A versão "2026" divulgada pelos criminosos não existe. Para dar aparência de legitimidade, páginas falsas imitam a identidade visual do governo e prometem verificar se o usuário tem direito ao benefício. Na prática, as vítimas são direcionadas para plataformas de jogos de azar e esquemas de comissionamento.
O golpe começa com mensagens enviadas pelo WhatsApp, geralmente por amigos ou familiares que já caíram na fraude. Ao clicar no link, a vítima acessa um site falso, preenche dados pessoais e recebe a orientação de compartilhar o link com contatos ou grupos para "liberar" o pagamento. Em seguida, o usuário é redirecionado para sites ilegais de apostas ou páginas que induzem à instalação de aplicativos, prática conhecida como "pagamento por instalação", que gera comissão aos criminosos.
O pesquisador Fabio Assolini, da Kaspersky, alerta que o destino final da fraude pode ser alterado rapidamente. "Em um clique, o golpista pode mudar a página para induzir o download de um aplicativo malicioso. Se isso acontecer, a vítima instalará um programa espião capaz de ler mensagens, roubar senhas de banco e esvaziar a conta bancária", explica.
Para se proteger, a Kaspersky recomenda não confiar em links recebidos pelo WhatsApp, mesmo quando enviados por conhecidos; desconfiar de promessas de dinheiro fácil; lembrar que nenhum benefício oficial exige compartilhamento de mensagens para liberar pagamentos; consultar apenas canais oficiais do governo, digitando o endereço diretamente no navegador; e manter antivírus atualizado no celular para bloquear páginas falsas e softwares espiões.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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