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Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada?

Atualizado em 19/08/2026 às 22:20 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada?

As ações da Yduqs (YDUQ3) fecharam em forte queda nesta sexta-feira (14), após a divulgação de resultados considerados fracos, embora em linha com as expectativas do mercado. O papel recuou 5,18%, a R$ 7,32, refletindo a reação dos investidores ao balanço do segundo trimestre, que mostrou lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, uma queda de 54,2% na comparação anual.

O Goldman Sachs avaliou que a companhia apresentou resultados operacionais fracos no período, mas dentro do esperado. O EBITDA ajustado cresceu 1,6% na comparação anual, para R$ 400 milhões, com margem de 28,7%, alta de 0,2 ponto percentual. Já a receita líquida subiu apenas 1%, para R$ 1,39 bilhão, ficando abaixo da estimativa do banco. Segundo a instituição, a pressão de 2 pontos percentuais na margem bruta, causada pela maturação da Idomed e pela mudança no mix da Estácio & Wyden, foi compensada pela redução de 2,2 pontos percentuais nas despesas com inadimplência.

O ensino digital seguiu pressionado pelo novo marco regulatório, com queda de 15,2% na receita. A companhia espera uma base de comparação mais favorável para o DIS (parcelamento próprio) a partir do terceiro trimestre. O Goldman também destacou o consumo de R$ 75 milhões em fluxo de caixa livre no trimestre, embora o valor ajustado por efeitos temporais fosse de R$ 39 milhões negativos, em linha com a projeção. Diante da queda de 13% das ações no último mês, ante recuo de 5% do Ibovespa, o banco acredita que parte dos resultados mais fracos já estava precificada e espera uma reação neutra dos papéis.

O JPMorgan também classificou os resultados como fracos, com receita 1% abaixo das estimativas do banco e do consenso, enquanto o EBITDA ajustado ficou 3% abaixo das projeções. O segmento Premium foi o principal destaque negativo, com receita 3% abaixo da estimativa e EBITDA 5% menor. O ensino digital também apresentou margens abaixo do esperado, enquanto o segmento Campus registrou rentabilidade superior às projeções, com EBITDA 9% acima da estimativa, impulsionado por margem de 13,6%. As despesas com inadimplência ficaram 10% abaixo do esperado, em 14,4% da receita.

O Bradesco BBI, na mesma linha, considerou fraco o resultado, impactado pela menor receita do programa DIS. O EAD sofreu queda expressiva de 51% na captação de alunos, enquanto os segmentos premium (Idomed e Ibmec) e semipresencial apresentaram resiliência, compensando parte das perdas de volume. O fluxo de caixa livre para o acionista somou R$ 21 milhões, em linha com as estimativas, embora o acumulado dos últimos 12 meses tenha ficado abaixo da projeção da empresa devido a despesas extraordinárias no semestre anterior.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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