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Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas mulheres

Atualizado em 20/08/2026 às 15:05 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas mulheres

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) que somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar de competições organizadas pela entidade. A nova política de elegibilidade foi publicada no site da CBV e estabelece a verificação por meio de teste e triagem do gene SRY, normalmente feito por exame de sangue ou esfregaço bucal.

Segundo a CBV, a medida busca alinhar as regras das competições nacionais aos parâmetros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Em nota publicada no site da entidade, o presidente da CBV, Radamés Lattari, afirmou que a decisão se adequa ao COI e deixa os campeonatos nacionais equiparados às competições internacionais.

A nova regra vale para a Superliga A e B na temporada 26/27, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027, além das edições seguintes enquanto a política estiver vigente.

Entre as atletas que podem ser afetadas está a jogadora Tiffany, mulher trans que atua no Osasco São Cristóvão Saúde. Em fevereiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia decidiu pela participação de Tiffany em partida contra o SESC RJ Flamengo, em Osasco. Na ocasião, a CBV recorreu ao STF pedindo a suspensão da lei municipal que proibia a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. Na decisão, a ministra entendeu que a norma não estava de acordo com a Constituição e representava retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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