Verde, de Stuhlberger, vê “primeiro sinal” de repressão financeira nos EUA
A Verde Asset Management, gestora de Luis Stuhlberger, afirma que a tentativa do Tesouro americano de intervir no mercado de títulos para conter a disparada dos juros pode ser o "primeiro sinal, mesmo que tênue" de repressão financeira nos Estados Unidos. Em carta a clientes publicada nesta sexta-feira (4), a casa avalia que a medida não funcionou, deixou o dólar vulnerável e provocou uma corrida por outras moedas e por ouro.
Para a gestora, a trajetória fiscal de longo prazo das economias desenvolvidas seguirá pressionando as taxas longas, e a solução não deve vir pelo ajuste fiscal. "A solução a médio e longo prazo é ou maior inflação (geralmente impopular) ou repressão financeira", diz o texto. A intervenção ocorreu depois que o rendimento do papel de 30 anos superou 5,30%, maior patamar desde 2007, mas o alívio durou pouco e as taxas voltaram a subir no dia seguinte.
No Brasil, a Verde afirma que o mercado acionário começou a reprecificar o cenário eleitoral mais competitivo a partir de meados de agosto, e aumentou a exposição em renda variável, mantendo posições compradas em opções. O fundo Verde subiu 1,98% em agosto, ante 1,09% do CDI, e acumula alta de 10,33% no ano. Os ganhos vieram de ouro, prata e bolsa global, enquanto o crédito foi o principal detrator no acumulado do ano.
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