Uma IA para cada um: plataformas especializadas para profissionais ganham espaço
Ferramentas de IA especializadas ganham espaço entre profissionais
A corrida entre empresas como OpenAI e Anthropic para desenvolver uma inteligência artificial que se aprimore sozinha ainda parece distante da realidade. Enquanto esse nível não é alcançado, usuários têm optado por diferentes plataformas conforme a tarefa a ser executada, já que cada ferramenta apresenta habilidades distintas. A tendência, segundo analistas, é que o uso de múltiplas IAs se torne cada vez mais comum no cotidiano, tanto para organização pessoal quanto para apoio em tarefas profissionais.
No mercado jurídico, a startup LawAgent foi criada para atender escritórios e departamentos jurídicos, com foco em evitar erros de fundamentação em documentos. A plataforma auxilia na pesquisa, elaboração, revisão de peças e análise de documentos, utilizando apenas fontes verificáveis e sinalizando informações que não podem ser confirmadas. "Uma ferramenta genérica responde a um comando; a LawAgent conduz um processo jurídico com controles de fundamentação, ancoragem na base do escritório e rastreabilidade de fontes", afirma Bruno Abreu, advogado tributarista e cofundador da startup, que está em fase de testes com 45 advogados cadastrados e adota pagamento por consumo, sem custo de implementação.
Na arquitetura, a plataforma ANA, criada pela arquiteta Renata Pocztaruk, fundadora da ArqExpress, evoluiu de uma solução de renderização de imagens para um sistema de gestão de escritórios. A ferramenta reúne geração de imagens, produção de vídeos, criação de moodboards, elaboração de documentos técnicos, controle de projetos e gestão financeira. A IA também revisa projetos para identificar incompatibilidades entre disciplinas como arquitetura, marcenaria e instalações antes da execução da obra. Em menos de um ano, a plataforma alcançou mais de 2.500 usuários e gera cerca de 100 mil renders por mês.
Na área da saúde, o Freud IA, desenvolvido pela Fill Tecnologia, atua como assistente digital para profissionais. A ferramenta faz transcrição automática de consultas e organiza o conteúdo em prontuários estruturados, oferece apoio à tomada de decisão clínica com base em protocolos e evidências médicas, e utiliza IA para atendimento de pacientes por WhatsApp e telefone. "A IA sugere e organiza, mas quem decide, valida e assina é sempre o profissional", afirma Fernando Juriati, responsável pela estratégia da empresa. Em fase beta, o sistema está disponível para especialidades como psiquiatria, neurologia, endocrinologia e oftalmologia.
Os três casos refletem um movimento comum no setor: o uso de IA para automatizar tarefas de baixo valor agregado e aumentar a produtividade. Em vez de substituir profissionais qualificados, as empresas apostam em soluções especializadas que liberam tempo para funções estratégicas, criativas e de relacionamento com clientes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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