UE prepara proibição de redes sociais e ChatGPT para menores de 15 anos
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, deve apresentar nesta semana uma proposta que impede menores de 15 anos de acessar de forma independente redes sociais, jogos on-line e ferramentas de inteligência artificial, incluindo chatbots como o ChatGPT. A iniciativa integra o chamado "EU Kids Act", pacote de regras voltado à proteção de crianças e adolescentes na internet, com o objetivo de criar um padrão comum para os 27 países do bloco.
A proposta não prevê um bloqueio completo da internet para menores de 15 anos. O modelo em discussão diferencia o tipo de acesso conforme a idade. Crianças de até 12 anos ficariam restritas a serviços considerados adequados para sua faixa etária. Adolescentes de 13 e 14 anos poderiam usar determinadas plataformas com autorização e acompanhamento dos pais. A partir dos 15 anos, seria permitido criar contas próprias, desde que os serviços cumpram as exigências de segurança previstas pela União Europeia.
A mudança obrigaria as empresas de tecnologia a adotar mecanismos mais efetivos de verificação de idade. Atualmente, muitas plataformas dependem apenas da data de nascimento informada pelo próprio usuário ao abrir uma conta. A Comissão também pretende restringir recursos usados para manter os usuários conectados por mais tempo, como sistemas de recomendação, reprodução automática e navegação contínua, quando forem considerados capazes de estimular uso compulsivo entre menores.
O pacote deve ampliar ainda os instrumentos de controle parental e facilitar a denúncia de conteúdos considerados prejudiciais. Segundo a Comissão, a intenção é permitir que crianças continuem aproveitando os benefícios da internet, mas com maior proteção contra abuso e exploração. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve apresentar parte do pacote nesta semana, e o texto completo ainda poderá sofrer mudanças antes da publicação oficial.
Mesmo após a apresentação, as novas regras não entrarão imediatamente em vigor. A proposta terá de passar pelo processo legislativo da União Europeia, que envolve negociações com os governos dos países-membros e o Parlamento Europeu.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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