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Ucrânia, novos ataques russos. Putin: queremos a neutralidade de Kiev

Atualizado em 03/10/2026 às 18:35 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma nova rodada de ataques aéreos russos atingiu várias regiões da Ucrânia entre a noite de quinta e a manhã de sexta-feira. Em Kiev, um prédio residencial foi atingido, deixando pelo menos uma pessoa morta, e uma ponte sobre o rio Dnipro também foi alvo do ataque. Na região de Odessa, um complexo industrial no porto de Izmail, no Mar Negro, foi bombardeado. Drones foram interceptados em outras áreas do país.

Do lado ucraniano, drones atacaram "instalações industriais" em Volgogrado, no sul da Rússia. Enquanto os combates continuam, a diplomacia segue em impasse. Em intervenção no Clube Valdai, fórum russo de discussão geopolítica, o presidente Vladimir Putin afirmou que Moscou responderá "com todos os meios à sua disposição" em caso de ataque direto, mas disse que a Rússia não tem intenção de atacar ninguém. Segundo ele, o país quer encerrar as hostilidades o mais rápido possível e por meio de negociações, embora tenha classificado como difíceis as propostas apresentadas pelos Estados Unidos. Para Putin, o objetivo continua sendo uma Ucrânia em estado de neutralidade.

Nesta sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Peskov, voltou a comentar o discurso de Putin, ressaltando que a Rússia não busca um simples cessar-fogo, mas uma paz duradoura. Os gastos militares seguem crescendo dos dois lados. Os custos totais da guerra na Ucrânia devem chegar a 155 bilhões de dólares neste ano, e Kiev trabalha para cobrir um déficit de financiamento de 27 bilhões de dólares para garantir operações de combate no início de 2027. O governo russo confirma, em projeto de lei orçamentária para 2027-2029, que a relação déficit/PIB quase dobrou devido ao aumento dos gastos com a guerra.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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