Trump subestimou o Irã e perdeu o controle da guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subestimou a capacidade de resistência do Irã e transformou uma guerra planejada para durar dias em um conflito prolongado, caro e de consequências imprevisíveis. A avaliação é do cientista político Jorge Zaverucha, doutor pela Universidade de Chicago, em artigo publicado na Gazeta do Povo.
Seis meses após o início das hostilidades, dos quatro objetivos iniciais declarados por Trump — derrubar o regime dos aiatolás, impedir a fabricação de armas nucleares, cessar o apoio iraniano a grupos terroristas e anular a marinha do país —, apenas o último foi parcialmente alcançado. O Irã segue transferindo armas ao Hezbollah, Hamas e Houthis, e o grupo libanês se recusa a se desarmar, o que compromete o plano de paz entre Líbano e Israel.
Zaverucha aponta que a teocracia iraniana expandiu o conflito para a arena econômica ao fechar o Estreito de Ormuz, elevando o preço do petróleo, e bombardeou bases americanas no Golfo Pérsico. Com a percepção de que os EUA perderam o controle da guerra, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia firmaram um pacto trilateral de defesa, enquanto os Emirados Árabes aceitaram treinamento militar israelense em seu território.
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