Trump escala aliados políticos como embaixadores para fortalecer influência dos EUA
O governo de Donald Trump intensifica a nomeação de embaixadores com perfil político para postos estratégicos, incluindo o Brasil, em uma medida aprovada pelo Senado americano em agosto de 2026. A estratégia, que consolida a chamada Doutrina Donroe, busca usar aliados leais para frear o avanço da China e da Rússia nas Américas, além de combater o tráfico de drogas e a imigração ilegal. Atualmente, são 65 embaixadores políticos contra apenas 25 de carreira, invertendo a lógica dos governos anteriores.
A indicação de Daniel Perez, conhecido como "Mini Rubio" por sua afinidade com o secretário de Estado Marco Rubio, gerou atritos com o Brasil. A demora do governo Lula em conceder o "agrément" levou Washington a revogar o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti. Na Argentina, o embaixador Peter Lamelas cobrou justiça contra Cristina Kirchner e criticou tecnologias chinesas, gerando repúdio da China. Críticos alertam que as declarações dos indicados políticos ferem o princípio de não intervenção entre Estados.
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