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Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet

Atualizado em 22/08/2026 às 16:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet

Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet

Pesquisa do Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado encomendada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) aponta que 69% dos consumidores brasileiros têm receio de adquirir medicamentos falsificados pela internet. O levantamento ouviu 2.024 pessoas responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio e com hábito de realizar compras online ao menos uma vez a cada três meses, entre 13 e 17 de julho, em todas as regiões do país.

Quando a compra de um remédio falsificado, sem registro ou de procedência desconhecida acontece, 85% dos entrevistados atribuem às plataformas de venda online a responsabilidade pela oferta. Além da falsificação, 59% temem receber medicamentos vencidos ou armazenados de forma inadequada e 54% citam o risco de adquirir produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para 82% dos consumidores, as regras para a comercialização digital de medicamentos devem estar obrigatoriamente vinculadas a uma farmácia ou drogaria autorizada, enquanto 71% avaliam que remédios não devem ser tratados como mercadorias comuns em plataformas digitais.

Neste mês de agosto, a Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee. A agência esclareceu, entretanto, que a decisão não representa autorização automática para a venda de remédios nesses canais. A Lei nº 15.357/2026 passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico exclusivamente para fins de logística e entrega de medicamentos ao consumidor, desde que cumprida a regulamentação sanitária aplicável. A implementação da medida não produz efeitos imediatos e ainda depende de regulamentação específica da Anvisa, destacou o CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto.

No último dia 19, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, a abertura de processo administrativo para regulamentar a contratação, por farmácias, de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor. A agência informou que o aperfeiçoamento regulatório será feito para adequar as regras sanitárias à lei e que ainda editará as normas específicas. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) ressaltou que a entrada das plataformas não representa a venda de medicamentos pela internet de forma aleatória e que cobrará o posicionamento da Anvisa durante o processo de regulamentação.

O diretor jurídico do Procon do estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ), Silvio Romero, explica que, enquanto não houver a regulamentação da Anvisa, somente farmácias autorizadas podem fazer a venda por plataformas digitais. Ele orienta que o consumidor desconfie de ofertas muito abaixo do valor de mercado e guarde todos os documentos referentes à compra, como comprovante de aquisição, nota fiscal e anúncio, para facilitar reclamações em caso de problemas. A pesquisa também mostrou que 95% dos entrevistados já realizaram compras online e que 78% afirmam que a presença de um farmacêutico aumenta a confiança na compra de medicamentos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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