“Se der errado, é pouco”: ainda dá tempo de lucrar com o Tesouro IPCA+?
Quem apostou nos títulos públicos atrelados à inflação começou a colher resultados. Em 30 dias, o Tesouro IPCA+ 2032 recuou de 8,15% para cerca de 7,65% ao ano em juro real, enquanto o papel com vencimento em 2040 caiu de 7,63% para 7,31%, segundo análise da Ghia Multi Family Office. A queda das taxas valoriza a carteira de quem já estava investido.
Para o diretor da casa, Bruno de Paula, a maior parte do movimento de fechamento das taxas ainda não aconteceu. O estudo relaciona parte relevante da pressão sobre os juros reais à percepção dos investidores sobre a política fiscal, que em ano eleitoral passa pela orientação econômica dos candidatos. Segundo o modelo da Ghia, o juro real de 10 anos reage com força à inflação em 12 meses e ao CDS de 5 anos, enquanto a resposta ao resultado primário é modesta.
A simulação para a NTN-B 2032 projeta retorno de 14% em 12 meses com taxas estáveis, 19,5% com queda de 1 ponto percentual e 8,8% com alta da mesma magnitude. Nos prazos mais longos, a distância entre os cenários aumenta. "Se der errado, é pouco. E, se der certo, você tem muito para capturar", resume De Paula. A Ghia, porém, evita vencimentos muito longos e prefere acompanhar a duration do IMA-B, em torno de seis anos.
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