Republicana moderada é derrotada e perde cadeira no Senado após quase 30 anos
O democrata Troy Jackson derrotou a senadora republicana Susan Collins no Maine, encerrando um mandato de quase 30 anos. Collins foi eleita pela primeira vez em 1996 e era a única senadora republicana a representar um Estado que vota consistentemente no Partido Democrata nas eleições presidenciais desde 1992.
Jackson entrou na disputa após substituir Graham Platner, candidato democrata que desistiu da candidatura em meio a uma série de escândalos, incluindo alegações de agressão sexual, que ele negou. Jackson não venceu as primárias democratas para governador, mas conquistou a indicação ao Senado em uma convenção extraordinária. Ex-lenhador, ele fez campanha com base nos direitos dos trabalhadores, posicionou-se como candidato da classe trabalhadora e apoiou políticas progressistas, como a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Nos debates televisivos, Jackson ganhou destaque nacional ao mandar a senadora, de 73 anos, "calar a boca". Ele procurou associar Collins ao legado do presidente Donald Trump, citando o histórico de votações dela e argumentando que ela poderia ter usado sua posição de voto decisivo no Senado para influenciar o presidente. Collins, por sua vez, afirmou que usou a presidência da Comissão de Apropriações do Senado para gerar resultados concretos para o Maine e seus moradores.
Republicana de perfil moderado, Collins cultivou uma reputação de independência e buscou se distanciar de Trump durante a campanha. Ela votou a favor da condenação do presidente em seu segundo processo de impeachment, em janeiro de 2021, e contra o pacote legislativo conhecido como One Big Beautiful Bill, aprovado pelo Congresso em julho de 2025. Também votou contra a revogação da Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act). No entanto, apoiou o presidente em votações cruciais, como a nomeação de Brett Kavanaugh para a Suprema Corte e a confirmação de Robert Kennedy Jr. como Secretário de Saúde.
A vitória de Jackson amplia a maioria democrata no Senado, após triunfos em Estados-chave, incluindo Texas e Carolina do Sul. Os democratas também conquistaram o controle da Câmara dos Representantes, o que significa que controlarão todo o Congresso americano durante os dois últimos anos da Presidência de Donald Trump.
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