Raphinha volta à Seleção e marca gol: a história da família que já contribuiu com dois jogadores para o Brasil em Copas
A vitória da Seleção Brasileira por 4 a 2 sobre a Austrália nesta terça-feira (29/9) voltou a colocar Raphinha em destaque. A vaga do atacante resistiu à renovação promovida pelo técnico Carlo Ancelotti após a eliminação na Copa do Mundo, em julho. Antes de se firmar como peça importante do time e vestir a camisa 11 do Barcelona, o jogador já carregava uma herança familiar ligada à Seleção: ele integra uma das duas únicas famílias da história do futebol brasileiro a ter dois representantes com a camisa canarinho em Copas.
Pelo lado materno, a família tem Everaldo Marques da Silva (1944-1974), lateral-esquerdo da Seleção tricampeã mundial de 1970 e ídolo do Grêmio — o primeiro jogador de um clube gaúcho a conquistar uma Copa, homenageado com a estrela dourada sobre o escudo tricolor. Pelo lado paterno, vem Raphinha. Os dois não têm parentesco entre si. A família do atacante vive no bairro porto-alegrense da Restinga.
Os irmãos Otávio Miguel da Luz Pereira Jr., 33 anos, e Leonardo da Silva Pereira, 31, acompanham a trajetória do parente. "Raphinha é sobrinho de meu pai, e Everaldo era pai da minha mãe. Eles não têm parentesco entre si, mas é um orgulho saber dessa coincidência e torcer pela Seleção Brasileira", afirma Otávio, que vive em Almeirim, a 94 quilômetros de Lisboa, em Portugal. "Eu paro para ver [a Seleção]. Se estiver fazendo algo, interrompo para assistir [o jogo]", conta Leonardo, em Porto Alegre.
Aos 30 anos, Raphinha já disputou duas Copas. A outra família brasileira a ver dois membros entrarem em campo pela Seleção em Copas são os Vieira de Oliveira, de Messejana (CE): os irmãos Sócrates, meio-campista em 1982 e 1986, e Raí, camisa 10 do grupo tetracampeão em 1994.
Quando Raphinha nasceu, em 14 de dezembro de 1996, os pais de Otávio e Leonardo já estavam separados. Otávio da Luz Pereira, o pai, é irmão de criação e também primo-irmão da mãe de Raphinha, Denise Helena Silva da Silva, filha de Everaldo. A convivência seguiu na casa da avó, Wilma da Luz, que compartilhava o mesmo quintal com a residência dos pais do atacante. "A família foi criada toda pela dona Wilma, hoje com 78 anos", diz Otávio. Os cinco meninos da família eram conhecidos como "Os Sobrinhos do Capitão", personagens de histórias em quadrinhos do início do século 20.
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