Por que o CEO do Airbnb passa 3 horas por dia recrutando futuros funcionários
O CEO do Airbnb, Brian Chesky, dedica cerca de três horas por dia ao recrutamento de novos funcionários. A informação foi dada por ele em entrevista recente à revista Time. A prática vai além da escolha de cargos executivos: Chesky afirma que também participa da seleção de profissionais contratados por seus subordinados diretos.
“Eu me considero um co-gestor de contratação de todos os subordinados dos meus subordinados diretos”, declarou. Segundo ele, a medida não representa desconfiança da capacidade de contratação de sua equipe de liderança. Chesky explicou que passou a adotar o modelo depois de perceber que as pessoas contratadas pelos executivos abaixo dele podem, no futuro, ocupar posições na própria equipe de liderança da empresa.
“Nós dois precisamos concordar com a contratação porque, quando meu executivo se aposentar, naturalmente vão olhar para a pessoa abaixo dele como sucessora”, afirmou. “Se for a pessoa dele, e não a minha, talvez ela não esteja alinhada filosoficamente comigo.” Questionado sobre a possibilidade de a interferência gerar tensão, Chesky foi direto: “Se isso criar tensão, vou dizer para saírem da empresa”.
O executivo contou que nem sempre deu tanta atenção ao recrutamento. A mudança de postura veio após uma conversa com Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI. “Ele disse que contratar deveria representar 50% do seu trabalho”, relembrou Chesky, acrescentando que, antes disso, o tema nunca havia chegado a 10% de seu tempo. A amizade entre os dois remonta a 2006, quando Altman ajudou a mentorá-lo na aceleradora Y Combinator.
Segundo Chesky, a filosofia central é contratar pensando no futuro da companhia. “Não estamos contratando para a empresa de hoje, mas para a empresa de amanhã”, disse. A abordagem, incomum para uma empresa do porte do Airbnb, não é isolada entre executivos de tecnologia. O texto menciona práticas adotadas por outros CEOs, como entrevistas durante jantares, avaliações de várias horas e contato com referências não indicadas pelos candidatos. Um deles, Ryan Breslow, da Bolt, foi além: eliminou todo o departamento de recursos humanos, segundo relato à Fortune.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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