Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil
Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam destaque em junho, quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou "a qualidade" do voto das mulheres. A declaração está longe de ser isolada: nas redes sociais circulam programas e cortes de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas ao exibir frases como "o voto feminino é o erro da democracia ocidental".
Uma investigação de três meses da BBC News Brasil mapeou esse ecossistema digital, que reúne desde mulheres que afirmam que abririam mão do próprio direito de votar, como Fernanda Guardian, até influenciadoras que já atacaram o sufrágio feminino, caso de Pietra Bertolazzi. O discurso, antes restrito a nichos da internet, passou a ecoar no debate político brasileiro e em círculos conservadores nos Estados Unidos.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a simples proposição de mudar o direito ao voto no Brasil, hoje universal, é inconstitucional. Para extinguir o voto feminino no país, disse, "a Constituição tinha que ser rasgada".
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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