Perseguição leva Flávio a deixar o país. Fachin arquiva parte do inquérito das fake news
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil nesta terça-feira (27) e seguiu com a família para os Estados Unidos. A saída ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento dos passaportes do parlamentar logo após a proclamação do resultado da eleição presidencial. Segundo o texto, o sigilo da decisão, a rapidez do pedido da Polícia Federal e a fragilidade dos argumentos reforçam, entre juristas, a tese de perseguição política.
De acordo com veículos da imprensa norte-americana, o governo de Donald Trump concederia vistos para que Flávio e seus familiares pudessem ingressar e permanecer no país. A saída repentina surpreendeu até aliados do senador, como o senador Rogério Marinho, que também questionou as medidas de Moraes. O advogado mexicano Simón Levy, próximo de Trump, afirmou que a operação para receber Flávio teria sido arquitetada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O presidente Lula comentou a saída de Flávio do Brasil, chamando-a de “vergonhosa” e comparando a situação à forma como ele agiu quando foi alvo da operação Lava Jato. Na mesma edição, o presidente do STF, Edson Fachin, arquivou investigações do inquérito das fake news ligadas a Silas Malafaia, Eduardo Bolsonaro e Guilherme Fiuza.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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