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Peixe antes desprezado melhora renda de mulheres da pesca no Rio

Atualizado em 23/08/2026 às 16:35 schedule 2 min de leitura visibility 21 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma culinária criativa tem mudado a realidade de mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM), na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Na Cozinha das Caranguejeiras, elas transformam a ubarana — peixe antes desprezado comercialmente por causa das muitas espinhas — em pratos como estrogonofe, escondidinho, almôndegas, bolinhos, coxinhas, croquetes, quibes e risoles.

O trabalho, baseado em saberes transmitidos de geração em geração, agregou valor ao pescado e gera renda para 15 mulheres, que atuam em rodízio e recebem percentual sobre as vendas. Os pratos são comercializados em almoços com venda de convites para a comunidade, turistas, pesquisadores e empresas, além de encomendas. "A gente vai fomentando as mulheres caranguejeiras", conta Márcia Regina, pescadora por 40 anos e hoje auxiliar geral na cozinha e secretária da associação. Segundo ela, a atividade também funciona como ação social: "As mulheres, às vezes com depressão, vão para a cozinha e acabam ficando boas. Uma ajudando a outra".

A ubarana vive em ambientes costeiros e estuarinos, como manguezais, por toda a Baía de Guanabara. Por ter muitas espinhas finas, seu preparo em filés é difícil, o que reduz seu valor comercial. A bióloga Verônica Souza, do Projeto Andadas Ecológicas, da ONG Guardiões do Mar, que apoia a iniciativa, destaca que as mulheres desenvolveram uma forma própria de preparo que permite aproveitar a carne sem que as espinhas sejam percebidas. A ACAMM também realiza ações de preservação do manguezal e, desde janeiro, pescadores e catadores retiraram 12.622 quilos de resíduos do Rio Suruí com a Operação LimpaOca.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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