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Pedro Jobim: Recessão levaria a perdas inéditas em ativos de investidores

Atualizado em 22/08/2026 às 22:35 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma eventual recessão no Brasil provocaria perdas diretas em ativos de pessoas físicas e investidores institucionais, fenômeno inédito em larga escala no país, afirma Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital, em artigo publicado neste sábado (22). Para ele, diferentemente da recessão de 2015 e 2016, quando o endividamento privado foi financiado por crédito bancário, o ciclo atual se apoia em instrumentos de mercado de capitais que chegaram ao investidor final.

Jobim sustenta que a manutenção de juros reais elevados por anos aumentou a despesa financeira das empresas, elevou os pedidos de recuperação judicial a patamares inéditos e ampliou a inadimplência e as provisões dos bancos. "É provável que a economia caminhe para uma recessão, em 2027, induzida pelo patamar de juros reais e pelo esgotamento do ciclo de crédito", escreve. O sinal mais recente foi o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que ajudou a levar o sentimento de empresários e investidores a níveis de pessimismo extremo, segundo indicador da XP.

O economista, crítico de longa data do presidente Lula, trata a eleição de outubro como a "última chance" para o país se reorganizar. "No plano econômico, portanto, a reeleição de Lula será a certeza de um desastre", afirma. A dívida bruta do governo geral chegou a 81,9% do PIB em junho, o maior percentual desde a pandemia, equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo o Banco Central. O Ministério da Fazenda tem sustentado que a alta decorre do patamar de juros e já era esperada.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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