Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora
As ondas de calor ainda são tratadas como um desastre “completamente negligenciado” no Brasil, na avaliação de uma pesquisadora ouvida pela reportagem. O alerta ganha relevância diante da possibilidade de esses eventos se tornarem mais frequentes e intensos com a chegada de um novo El Niño.
O fenômeno climático, que afeta a temperatura dos oceanos e a circulação atmosférica em várias regiões do planeta, tende a potencializar condições extremas de calor no país. A pesquisadora destaca que, apesar dos impactos na saúde pública, na agricultura e no consumo de energia, o tema ainda não recebe a atenção necessária por parte de gestores e da população.
Parte do problema, segundo a especialista, está na forma como o país classifica e responde a esse tipo de evento. Diferentemente de outros desastres naturais, as ondas de calor nem sempre são tratadas com a mesma urgência em termos de prevenção e comunicação de riscos, o que deixa a sociedade mais vulnerável aos efeitos das altas temperaturas.
A expectativa é que o novo El Niño intensifique não apenas a frequência, mas também a duração e a intensidade dos períodos de calor extremo. Com isso, aumenta a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação, como o planejamento urbano, a ampliação de áreas verdes e a criação de protocolos específicos para proteger grupos mais expostos, como idosos, crianças e trabalhadores ao ar livre.
A pesquisadora defende que o tema seja incorporado de forma mais consistente às discussões sobre mudanças climáticas no Brasil, para que o país esteja preparado para os próximos verões e para os impactos de longo prazo do aquecimento global.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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