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Obras de Matisse roubadas de biblioteca em São Paulo são recuperadas; veja o que se sabe

Atualizado em 19/08/2026 às 20:35 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Obras de Matisse roubadas de biblioteca em São Paulo são recuperadas; veja o que se sabe

Oito gravuras do artista francês Henri Matisse que haviam sido roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, no ano passado, foram recuperadas pela polícia. As obras, avaliadas em cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão), foram localizadas na quinta-feira (13/08) em uma residência em São Bernardo do Campo (SP), onde um suspeito de 44 anos foi preso.

O roubo ocorreu em 7 de dezembro do ano passado, quando dois homens renderam um segurança e um casal de idosos que visitava a biblioteca e fugiram a pé com as obras pela entrada principal. O material fazia parte da exposição "Do Livro ao Museu", realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), e foi levado no último dia da mostra.

João Paulo Linhares de Araújo, preso na quinta-feira, é apontado pela polícia como responsável por armazenar as obras em nome dos acusados de participar do roubo. Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, conhecido como ladrão de arte, é suspeito de planejar e dirigir o crime e está sob custódia desde abril. Outras três pessoas já haviam sido detidas anteriormente em conexão com o caso.

As gravuras recuperadas fazem parte do livro de arte de edição limitada Jazz, de Matisse, e incluem as obras Le Clown, Le Cirque, Monsieur Loyal, Cauchemar de L'Eléphant Blanc, Le Codomas, La Nageuse Dans L'Aquarium, L'Avaleur de Sabres e Le Cowboy. As peças já foram devolvidas à biblioteca, que teve a segurança reforçada.

Cinco gravuras do artista brasileiro Cândido Portinari, criadas para ilustrar uma edição especial do romance Menino de Engenho, de José Lins do Rêgo, e que também foram levadas no roubo, seguem com paradeiro desconhecido. Após o crime, a prefeitura de São Paulo acionou a Interpol e notificou instituições ligadas ao patrimônio artístico para dificultar a comercialização das peças.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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