O que Luigi Mangione confessou em audiência e o que acontece a partir de agora
Luigi Mangione confessa assassinato de CEO da UnitedHealthcare em tribunal federal
Luigi Mangione, de 28 anos, declarou-se culpado nesta sexta-feira (14/8) em um tribunal federal dos Estados Unidos pelas acusações relacionadas à morte de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, maior operadora privada de planos de saúde do país. Em sua declaração perante o juiz, Mangione afirmou: "Eu atirei no sr. Thompson em Manhattan e ele morreu". A sentença federal está marcada para 18 de dezembro e pode resultar em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Mangione admitiu ter planejado o ataque com antecedência, incluindo viagens entre estados para monitorar a vítima, a impressão em 3D de peças de uma arma equipada com silenciador e carregador, e o envio de e-mails à UnitedHealthcare se passando por investidor para obter informações sobre um evento do qual Thompson participaria. Ele também afirmou que sabia que suas ações eram ilegais. As duas acusações federais às quais se declarou culpado são de perseguição resultando em morte. Não houve acordo de leniência com a promotoria.
Antes da sentença federal, Mangione enfrentará um julgamento estadual em Nova York, previsto para começar em 8 de setembro, no qual responde a oito acusações, incluindo homicídio em segundo grau, posse de documento falsificado e seis acusações de posse ilegal de arma. Ele se declarou inocente de todas elas. A defesa argumenta que o processo estadual viola o princípio constitucional que proíbe o duplo julgamento pelo mesmo crime, uma vez que ele já se declarou culpado das acusações federais. Os advogados afirmam que apresentaram petição para que as acusações estaduais sejam rejeitadas.
Se condenado no âmbito estadual, Mangione pode pegar de 25 anos de prisão até prisão perpétua. A possibilidade de pena de morte foi descartada: uma acusação federal que previa essa pena máxima foi rejeitada por um juiz em janeiro, e o estado de Nova York declarou a pena capital inconstitucional em 2004. Brian Thompson, de 50 anos, foi morto a tiros em 4 de dezembro de 2024, ao sair de um hotel em Nova York para ir a uma conferência. Ele deixou dois filhos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar