O que deu errado na execução de Christa Pike: é comum a injeção letal falhar nos EUA?
Christa Pike, que passou três décadas no corredor da morte no Tennessee, recebeu duas doses de pentobarbital durante uma execução por injeção letal na quarta-feira (30/9), mas os medicamentos não interromperam seu ritmo cardíaco. Segundo seus advogados, ela ainda podia ser ouvida respirando e até roncando, e foi transferida em caráter de emergência para um hospital. Um dos advogados, Randall Spivey, afirmou que Pike está em estado crítico. O Departamento Penal do Tennessee declarou que todas as etapas do protocolo aprovado foram seguidas, mas não explicou por que a dose não foi fatal. O governador Bill Lee ordenou uma investigação independente e suspendeu a execução planejada para este ano.
A injeção letal é o método de execução mais comum nos Estados Unidos e também o que mais resulta em execuções malsucedidas ou problemáticas, segundo o Death Penalty Information Center (DPIC). A maioria dos Estados usa uma combinação de três drogas — midazolam, brometo de vecurônio e cloreto de potássio —, enquanto pelo menos 10 adotam um único composto, o pentobarbital, usado no caso de Pike. Especialistas apontam que o medicamento provavelmente não atingiu nível suficiente no sangue para causar apneia e insuficiência cardiovascular. Em 2022, mais de um terço das execuções nos EUA foram malsucedidas ou altamente problemáticas, segundo o DPIC.
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