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Mundo redescobre dívida colossal dos EUA, e risco de crise começa a preocupar

Atualizado em 22/08/2026 às 21:35 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os juros da dívida de longo prazo do governo americano atingiram o maior patamar em quase 20 anos na semana passada, e os rendimentos dos títulos soberanos também sobem em outras partes do mundo. Uma intervenção do Departamento do Tesouro na quarta-feira interrompeu apenas fugazmente a alta das taxas, que já encareceu o crédito para compradores de imóveis, empresas e para o próprio governo federal.

Diferentes forças empurram os juros para cima. A inflação persistente é agravada pela guerra com o Irã, e há dúvidas sobre quanta energia o Federal Reserve empregará para contê-la. Soma-se a isso o endividamento agressivo das empresas de inteligência artificial e a expectativa de que o boom da IA produza um crescimento econômico mais acelerado adiante, além das preocupações que se acumulam há tempos com a capacidade do governo federal de administrar um endividamento crescente, que nesta semana ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez.

Para além das explicações pontuais, economistas afirmam que os juros mais altos representam, de certa forma, um retorno a um período mais normal. A verdadeira anomalia, dizem eles, foram as quase duas décadas de juros ultrabaixos que se seguiram à crise financeira global de 2008. A economia americana, porém, é muito diferente da que existia na última vez em que as taxas estiveram nesse patamar. Famílias e empresas se ajustaram a um mundo de dinheiro barato, assim como o sistema financeiro global. Talvez o mais relevante seja que a dívida pública triplicou como proporção do produto no período.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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