Midterms nos EUA entram na reta final com disputas no Alasca e Califórnia
O governo de Donald Trump pressionou por uma investigação criminal sobre a disputa pelo Senado no Alasca e afirmou, neste sábado (31), que provavelmente levará à Suprema Corte sua contestação sobre milhares de cédulas enviadas pelo correio na Califórnia. O movimento ocorre no último fim de semana antes das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3), que definirão o controle do Congresso.
Na Califórnia, um tribunal federal de apelações decidiu, no início da semana, por 2 a 1, que o Departamento de Justiça não conseguiu justificar seu pedido de emergência para forçar o Estado a descartar votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo o governo, provavelmente não são cidadãos. O vice-procurador-geral interino Trent McCotter afirmou à Fox News que qualquer pedido de apreciação pela Suprema Corte será apresentado antes da votação de terça-feira.
Os republicanos detêm maioria de 53 a 47 no Senado e vantagem estreita na Câmara. Perder qualquer uma das duas Casas permitiria aos democratas bloquear a agenda de Trump e iniciar investigações sobre o governo. A votação antecipada bateu recorde: mais de 51 milhões de norte-americanos já votaram pessoalmente ou pelo correio, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, acima dos quase 46 milhões registrados antes do dia da eleição nas últimas midterms, em 2022.
Além da tentativa de impedir a contagem dos votos na Califórnia, o governo moveu ação judicial contra cerca de 30 Estados e o Distrito de Columbia buscando obter listas eleitorais sem censura. Na sexta-feira, um juiz federal ordenou que o Departamento de Justiça parasse de ameaçar processar as autoridades eleitorais da Califórnia que desobedecessem às suas diretrizes. Para Sean Morales-Doyle, do Brennan Center for Justice, as medidas têm poucas chances de sucesso na Justiça e visam "criar incerteza, semear medo, desconfiança e caos". Apesar disso, 76% dos eleitores dos EUA se dizem confiantes de que seus votos serão contados com precisão, segundo pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 30 de setembro e 5 de outubro.
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