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MBRF fecha estável após subir com 2T; eficiência e volumes recordes são destaques

Atualizado em 19/08/2026 às 21:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
MBRF fecha estável após subir com 2T; eficiência e volumes recordes são destaques

As ações da MBRF (MBRF3) fecharam o pregão desta sexta-feira (14) estáveis, após operarem em alta durante boa parte do dia, refletindo a reação positiva do mercado aos resultados do segundo trimestre. Mesmo com uma queda de quase 20% no lucro no período, os papéis do frigorífico chegaram a subir 1,22% pela manhã, cotados a R$ 16,55, antes de perderem força.

Para a XP Investimentos, a companhia reportou um trimestre forte e amplamente em linha com o esperado. A receita líquida atingiu R$ 40,7 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,2 bilhões, com margem de 7,9%. Os números foram impulsionados pelas operações da BRF e da América do Sul, que compensaram a rentabilidade ainda fraca da National Beef. A receita e o EBITDA ficaram ligeiramente acima das estimativas do JPMorgan, em 4,0% e 0,9%, respectivamente, enquanto o lucro líquido veio 39,8% abaixo da projeção do banco.

O JPMorgan destacou a expansão positiva das margens na BRF, mas ponderou que o resultado consolidado foi prejudicado por maiores despesas financeiras e itens não recorrentes, que afetaram a qualidade do EBITDA. A companhia citou sinergias operacionais e ganhos de eficiência, mas a deterioração do capital de giro levou a um fluxo de caixa livre negativo de R$ 864 milhões e a uma alavancagem financeira líquida de 3,41 vezes.

O Bradesco BBI avaliou que o destaque positivo ficou para a BRF, com margens fortes sustentadas pelas operações internacionais. Na divisão de carne bovina, a América do Sul apresentou forte crescimento de receita, mas com margens mais fracas que o esperado. O principal ponto negativo, segundo o banco, foi a queima de caixa de R$ 1 bilhão, reflexo do consumo de capital de giro com estoques e fornecedores. A alavancagem encerrou o trimestre estável em 3,9 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

O Goldman Sachs avaliou o trimestre como positivo, citando volumes recordes, ganhos de eficiência e sinergias em despesas gerais e administrativas, além do desempenho acima do esperado da National Beef. O banco também ressaltou a melhora sequencial da rentabilidade da Sadia Halal, a recuperação do crescimento de alimentos processados no Brasil e o avanço dos volumes de carne bovina na América do Sul. Para o segundo semestre, o BBI espera um cenário setorial mais desafiador, com possível pressão de margens pela maior oferta de proteínas no Brasil e pelo ciclo do gado nos EUA. O banco mantém recomendação neutra para MBRF3, com preço-alvo de R$ 22, enquanto JPMorgan e Goldman Sachs reiteraram compra, com preços-alvo de R$ 22,50 e R$ 23,50, respectivamente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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