Marçal pode “bagunçar” eleição, mas não ameaça Lula x Flávio, diz analista
A entrada de Pablo Marçal na corrida presidencial pode aumentar o ruído da campanha e gerar novos confrontos dentro da direita, mas não deve, ao menos neste momento, ameaçar a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação é do head de análise política da XP, Paulo Gama, durante o Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, desta sexta-feira (21).
Segundo Gama, o agora candidato pelo PRTB chega à disputa com ativos relevantes, como milhões de seguidores nas redes sociais e a experiência da campanha em que ganhou espaço rapidamente na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. A diferença, porém, está no espaço disponível para crescer entre o eleitorado de direita. “O fato do Bolsonaro ter decidido pelo filho como candidato me pareceu justamente uma vacina que pudesse aparecer alguém que combatesse o bolsonarismo pela direita, pela linha antissistema”, afirmou. Para o analista, Marçal pode “bagunçar um pouquinho” o cenário, mas não a ponto de ameaçar a polarização consolidada entre Lula e a candidatura de Flávio.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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