Maior operação entre Europa e América Latina contra crime organizado prende mais de 490 pessoas
A União Europeia (UE) divulgou nesta terça-feira (22) o balanço da Operação Atlas Nexus, ação internacional que prendeu mais de 490 pessoas e apreendeu quase 157 toneladas de drogas. Segundo a UE, trata-se da maior operação conjunta já realizada entre Europa, América Latina e Caribe contra o crime organizado, considerando o volume de apreensões e o número de países participantes.
A operação mobilizou mais de 8,6 mil policiais, agentes aduaneiros e integrantes de autoridades judiciais de 35 países. As ações foram direcionadas a redes envolvidas com tráfico de drogas e de pessoas, comércio ilegal de armas, falsificação de documentos e crimes ambientais. Ao todo, foram apreendidas 156,9 toneladas de entorpecentes, sendo 37,6 toneladas de cocaína e 118,6 toneladas de maconha.
Também foram confiscadas 201 armas de fogo, mais de 3,1 mil munições e explosivos, 169 imóveis, 464 peças de joalheria, dinheiro e criptomoedas, ouro e centenas de documentos falsificados. Dezoito vítimas foram localizadas e receberam atendimento durante as ações. O Brasil esteve entre os países participantes, ao lado de Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Portugal e outras nações da Europa e do Caribe.
A Atlas Nexus foi liderada pela Polícia Federal da Bélgica e coordenada por estruturas europeias e caribenhas de combate ao crime organizado, entre elas a plataforma EMPACT, a agência europeia de fronteiras Frontex e a CARICOM IMPACS. Europol, Interpol e Ameripol também participaram do esforço internacional.
Durante a fase operacional, os agentes inspecionaram 110 aeronaves, 28 embarcações, 415 veículos e 271 contêineres em portos, aeroportos e rodovias, além de cumprirem 595 ordens de busca. A Interpol emitiu 37 notificações relacionadas à operação, das quais 17 eram alertas vermelhos para localização e possível prisão de procurados internacionalmente. Segundo a UE, o objetivo não era apenas interceptar carregamentos ilegais, mas identificar as estruturas responsáveis pelo transporte, financiamento e distribuição dos produtos ilícitos entre diferentes países.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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