Limite de crédito a estados e municípios é ampliado em R$ 3 bilhões
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (27) uma resolução que amplia os limites para contratação de operações de crédito por estados, Distrito Federal e municípios em 2026. A medida eleva em R$ 3 bilhões o limite global anual para essas operações, que passa de R$ 23,625 bilhões para R$ 26,625 bilhões. A decisão foi tomada em reunião extraordinária do colegiado e amplia tanto as operações com garantia da União quanto aquelas realizadas sem essa garantia.
Segundo o CMN, a medida busca aproveitar de forma mais eficiente o espaço fiscal já previsto para este ano e que não tinha perspectiva de utilização até o fim de 2026. A resolução redistribui parte desse espaço, identificado pela Secretaria do Tesouro Nacional, e amplia os sublimites destinados a operações de estados, Distrito Federal e municípios. Com as mudanças, os governos subnacionais passam a ter maior margem para contratar financiamentos dentro dos limites estabelecidos.
A ampliação foi possível após um levantamento realizado pela Secretaria do Tesouro Nacional junto aos entes que participam dos Programas de Reestruturação e de Ajuste Fiscal e do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal. A análise identificou espaço fiscal que, segundo o governo, não deverá ser utilizado até o final de 2026. Parte desse espaço considerado ocioso foi realocada para os sublimites de crédito subnacional administrados pelo CMN, em um momento em que o saldo disponível nesses limites estava próximo do esgotamento.
A resolução também altera a distribuição dos recursos destinados às Parcerias Público-Privadas (PPPs). O CMN extinguiu o sublimite específico de R$ 1 bilhão destinado à contratação de operações de crédito com garantia da União para PPPs. Os recursos foram integralmente transferidos para o sublimite destinado às operações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) com garantia da União, que sobe de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,8 bilhões. A mudança, portanto, não representa um aumento adicional no limite global, mas uma redistribuição do espaço fiscal já existente.
Nem todos os sublimites foram alterados. Permanecem os mesmos os valores destinados à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (R$ 8 bilhões) e aos órgãos e entidades da União (R$ 625 milhões). A resolução entra em vigor na data de sua publicação. O CMN é o órgão responsável por formular diretrizes da política da moeda e do crédito no país, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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