Leão XIV: mais formação litúrgica para todos, seguindo os textos aprovados
O Papa Leão XIV enviou uma carta ao cardeal Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, por ocasião do encontro que reúne cardeais, bispos e leigos na Abadia Beneditina de Mount Angel, em Oregon, nos Estados Unidos, entre os dias 14 e 19 de agosto. No texto, o Pontífice incentiva iniciativas para que todo o povo de Deus receba formação litúrgica, com prioridade para a preparação dos sacerdotes.
O encontro foi organizado para aprofundar as reflexões da última assembleia plenária do Dicastério, realizada em fevereiro de 2024, e retomadas pelo Papa Francisco na Carta Apostólica Desiderio desideravi. Na mensagem, Leão XIV reitera a necessidade de uma formação atenta e contínua, tanto do clero quanto dos leigos, para revitalizar a vida litúrgica da Igreja universal. O Papa ressalta, porém, que a formação dos presbíteros é prioritária, pois cabe a eles a tarefa de acompanhar os fiéis no conhecimento dos santos mistérios.
O Pontífice destaca que as primeiras oportunidades práticas de formação litúrgica ocorrem na celebração dominical da Eucaristia, ancorada no ritmo anual do ano litúrgico e centrada no Mistério Pascal. Por isso, as missas dominicais devem ser profundamente formativas, promovendo uma compreensão cada vez mais profunda da ars celebrandi, expressa não apenas pelo celebrante, mas por toda a assembleia. Com educação adequada e culto bem celebrado, os católicos serão formados para a liturgia e pela liturgia.
Na carta, Leão XIV também recomenda a fidelidade aos textos e às instruções aprovados, convidando aqueles que preparam a celebração dos mistérios divinos, em particular os sacerdotes, a respeitar os ritos promulgados pelo Papa São Paulo VI e pelo Papa São João Paulo II. O Papa pede uma atitude interior de abertura e confiança em Deus, com humildade diante de sua grandeza e sincera fidelidade à comunhão eclesial.
Os encontros na Abadia de Mount Angel foram concebidos não como um congresso de estudos, mas como um tempo de discernimento espiritual sobre a formação litúrgica, para prosseguir no caminho traçado pela Sacrosanctum Concilium. O objetivo é chegar a propostas compartilhadas, concretas e operacionais. Ao final da carta, Leão XIV confia os trabalhos a Maria, Sede da Sabedoria, e concede a todos a bênção apostólica.
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