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Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Atualizado em 31/10/2026 às 16:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou nas redes sociais uma ofensa à vereadora carioca assassinada em 2018. Segundo a postagem, comentários racistas foram feitos contra Marielle em um grupo de WhatsApp com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

"Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio", afirmou Luyara na publicação, compartilhada com o Instituto Marielle Franco.

De acordo com Luyara, uma pessoa teria usado o termo "macaca" e questionado como Marielle teria pago a própria faculdade. Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia. "A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo", diz. "Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão. Racismo é crime", acrescenta.

O crime de racismo está previsto na Constituição Federal. Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caduca, com pena de reclusão e multa. Em nota, a PUC-Rio informou que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido e adotar todas as medidas administrativas e legais cabíveis. "A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial", afirmou a universidade, acrescentando que emitiu nota de repúdio divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco.

Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeos que circularam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o assassinato da vereadora. O caso ganhou repercussão, e Luyara Franco e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora.

Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018, quando o carro da vereadora foi alvejado ao sair de um ato no centro do Rio. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, assassinos confessos, foram condenados em 2024. Também foram condenados pelo crime Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald de Paula, major da Polícia Militar, e Robson Calixto, ex-policial militar.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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