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'Escova progressiva brasileira acabou com minha saúde'

Atualizado em 13/08/2026 às 08:05 schedule 2 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma ex-cabeleireira britânica afirma que o uso prolongado de escova progressiva brasileira em seu trabalho causou danos permanentes à sua saúde, deixando-a incapacitada para a profissão. Louisa Curtis, que atuou na área por anos, relata que a exposição ao gás formaldeído, liberado durante o procedimento de alisamento capilar, foi o principal fator para o agravamento de seu quadro clínico.

Segundo o relato, os sintomas começaram de forma gradual, mas evoluíram para um estado que inviabilizou a continuidade de sua carreira. A ex-cabeleireira descreve que a inalação constante da substância química, comum em produtos de alisamento vendidos no mercado, resultou em problemas respiratórios e neurológicos que persistem até hoje. Ela destaca que, na época, não havia informação suficiente sobre os riscos associados ao uso frequente do produto em ambientes fechados, como os salões de beleza.

O caso reacende o debate sobre a regulamentação e a segurança de cosméticos que utilizam formaldeído em sua composição. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já restringiu a concentração da substância em produtos para alisamento, permitindo apenas o uso em baixas quantidades e com advertências claras no rótulo. No entanto, a fiscalização e a conscientização sobre os perigos da exposição contínua ainda são apontadas como desafios por especialistas e entidades de classe.

Louisa Curtis afirma que sua experiência serve de alerta para profissionais da beleza e consumidoras que buscam procedimentos de alisamento sem considerar os potenciais efeitos adversos. Ela ressalta que, embora o resultado estético seja imediato, os danos à saúde podem ser irreversíveis. A ex-cabeleireira não detalhou se pretende acionar judicialmente os fabricantes dos produtos que utilizou, mas diz que sua prioridade agora é alertar outras pessoas para evitar que passem pela mesma situação.

Órgãos de saúde do Reino Unido e entidades reguladoras não comentaram o caso específico, mas reforçam a importância de seguir as orientações de segurança no manuseio de produtos químicos em ambientes de trabalho. A história de Louisa Curtis evidencia a necessidade de maior rigor na rotulagem e na informação sobre os riscos de exposição prolongada a substâncias tóxicas em atividades profissionais.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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