Em nome da saúde mental, universidade decide abolir notas para calouros
Universidade de Michigan abolirá notas para calouros em 2027
A Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, decidiu que, a partir de 2027, os calouros da Faculdade de Literatura, Ciências e Artes não terão mais acesso às notas que tiraram nos cursos. Em vez do tradicional boletim com avaliações de A a F, os estudantes verão apenas a indicação de "aprovado" ou "reprovado" em seus registros.
Em comunicado, a instituição afirmou que a medida busca "criar um ambiente onde os estudantes universitários possam se adaptar às exigências da educação" e conter a crise de saúde mental entre jovens. A decisão se baseia em um estudo realizado entre 2024 e 2025, segundo o qual um a cada três universitários norte-americanos sofre de ansiedade e/ou depressão moderada ou severa, e metade deles tem diagnóstico de algum distúrbio mental.
As notas, no entanto, não deixarão de existir. Os professores continuarão atribuindo as avaliações, e a universidade manterá os resultados em registros internos, inacessíveis aos alunos. Essas informações ainda poderão ser usadas para concessão de bolsas, aconselhamento acadêmico, auxílio financeiro, prêmios e estágios. A mudança valerá apenas para o primeiro semestre dos calouros; a partir do segundo período, o sistema tradicional volta a valer.
A reitora Rosario Ceballo defendeu a iniciativa em entrevista ao jornal da própria universidade, afirmando que esconder as notas pode minimizar estresse, depressão e ansiedade e incentivar os calouros a explorar áreas desconhecidas "sem o receio de que uma nota baixa possa ter consequências a longo prazo".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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