Ditador de Cuba reconhece que país vive situação de “sofrimento”
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o país vive uma situação de “sofrimento” em meio à grave crise econômica e social que atinge a ilha. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele classificou o cenário como “complexo”, embora tenha negado que Cuba esteja à beira de um colapso. Díaz-Canel afirmou que a avaliação de especialistas internacionais sobre o risco de Cuba se transformar em uma espécie de “Gaza silenciosa” é “perfeitamente correta”, mas rejeitou a ideia de que o regime esteja próximo de perder o controle.
O ditador cubano também reconheceu que o diálogo com os Estados Unidos está “estagnado”, apesar de contatos entre os dois governos. As tensões aumentaram após Washington impor um bloqueio ao fornecimento de petróleo à ilha em janeiro e ampliar sanções secundárias a partir de maio. Em paralelo, o regime aprovou em junho um pacote com 176 medidas econômicas de liberalização, mas Díaz-Canel negou que representem uma abertura ao capitalismo. “Estamos em um processo de construção socialista”, afirmou, acrescentando que 76,1% das medidas já receberam respaldo jurídico.
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