Direita terá dificuldade de conter STF se não impedir reeleição de Alcolumbre
A disputa pela presidência do Senado deve concentrar a principal batalha política da direita no próximo ciclo. Sem controlar o comando da Casa, a bancada conservadora corre o risco de não converter sua força numérica em poder efetivo para conter o Supremo Tribunal Federal (STF). Para isso, precisará impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), a quem o texto atribui o papel de principal responsável por blindar a Corte e seus ministros.
O presidente do Senado detém amplo controle sobre a agenda legislativa: decide o que avança e o que permanece parado, influencia a tramitação de propostas que limitam o poder da Corte e conduz a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF, hoje engavetados apesar do interesse de parte dos senadores. Alcolumbre presidiu a Casa entre 2019 e 2021 e, impedido pelo STF de disputar a recondução na mesma legislatura, articulou a eleição de Rodrigo Pacheco, que ficou dois mandatos no cargo. De volta à presidência, pretende disputar a reeleição e já afirmou a aliados ter votos suficientes.
Para o cientista político Bruno Coletto, o Senado aparece como o último órgão institucional com poder suficiente para reequilibrar a separação de Poderes. Já Ricardo de João Braga avalia que a Casa tem falhado na fiscalização do Supremo, transformando sabatinas em etapas protocolares, e que eventuais CPIs contra ministros exigirão condução cuidadosa.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar