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Congresso discute novas regras para reduzir a força individual de ministros do STF

Atualizado em 13/09/2026 às 13:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Congresso Nacional analisa um conjunto de propostas para reformar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Motivadas por polêmicas recentes envolvendo abusos de autoridade e conflitos de interesse, as medidas em debate no Senado e na Câmara buscam estabelecer limites mais claros para a atuação dos ministros, alterando desde a forma de escolha até o tempo de permanência nos cargos.

Uma das frentes principais prevê a criação de um código de conduta obrigatório. Hoje, o STF não possui regras detalhadas sobre como os ministros devem agir na vida privada, sobretudo em situações que envolvem familiares ou eventos financiados por empresas com interesses na Justiça. A proposta é fixar critérios objetivos para evitar conflitos de interesse, como o contato próximo com advogados de partes em julgamentos. O Judiciário tenta se autorregular, mas as iniciativas no Congresso visam dar força de lei a essas normas, com transparência e critérios claros para punições em caso de descumprimento.

O debate central gira em torno do fim da vitaliciedade, que hoje permite ao ministro permanecer no cargo até os 75 anos. Diferentes propostas sugerem mandatos fixos que variam de 8 a 15 anos, garantindo renovação periódica da composição do tribunal. Também se discute mudar o sistema de indicação: em vez de o presidente da República escolher livremente qualquer nome com "notório saber jurídico", as novas regras sugerem a criação de listas tríplices formadas por órgãos como o CNJ ou tribunais superiores, exigindo que o indicado seja obrigatoriamente juiz de carreira e que a aprovação final pelo Senado exija quórum maior, de dois terços dos votos.

Outro ponto em análise é a restrição às decisões monocráticas, tomadas quando um único magistrado suspende uma lei aprovada pelo Congresso ou interrompe políticas públicas do governo. Parlamentares defendem que temas de grande impacto nacional sejam decididos obrigatoriamente pelo colegiado, ou seja, pelo conjunto de ministros. Já existe um projeto de lei avançado que cria limites rigorosos para essas decisões individuais, especialmente em ações que questionam a constitucionalidade de regras federais. A intenção é evitar que a visão de apenas uma pessoa prevaleça sobre decisões tomadas pelos outros Poderes que representam o voto popular.

No caso do impeachment de um ministro, a decisão de abrir ou não o processo cabe atualmente ao presidente do Senado, o que tem gerado críticas sobre o engavetamento de dezenas de pedidos. Uma das propostas sugere que a denúncia apresentada por qualquer cidadão seja votada pelo plenário do Senado por maioria simples para ser aceita. Outra alternativa em estudo é alterar o regimento interno da Casa para que a decisão de iniciar o julgamento passe a ser de um colegiado de senadores ou da mesa diretora, retirando o poder absoluto de uma única autoridade sobre o andamento desses processos de responsabilização.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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