Como é o projeto de trabalho flexível apoiado por Flávio Bolsonaro que vai na contramão da PEC do fim da 6x1
O senador Flávio Bolsonaro (PL) evitou responder se votará a favor ou contra a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, mas defendeu uma proposta alternativa apresentada em maio com outros senadores de oposição. O projeto, chamado pelos parlamentares de "PEC da Liberdade", cria um regime em que o empregado é remunerado por horas trabalhadas, funcionando em paralelo à CLT tradicional — empresas e trabalhadores poderiam optar entre os dois modelos.
Pelo texto, acordos individuais prevaleceriam sobre coletivos, e benefícios como 13º salário, férias e licença-maternidade seriam proporcionais às horas trabalhadas. "Eu defendo a liberdade do trabalhador. Ele vai trabalhar quantas horas quiser e vai ser remunerado pela quantidade de horas", afirmou Flávio à TV Record. Críticos, porém, chamam a proposta de "PEC da Escravidão", argumentando que ela permitiria jornadas sem folga semanal e que acordos individuais favoreceriam os patrões. O senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos autores, negou que o texto permita escala 7x0 e afirmou que o teto de 44 horas semanais está mantido.
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